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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Hambrelín ou A Tabuada das Ratazanas

por José Eduardo Lopes



NE: Este conto foi inspirado pelos contos da série das Ratazanas e por uma célebre lenda alemã.

Depois de séculos a transmitir às crias pequenas todos os ardis e táticas de sobrevivência da espécie, as ratazanas pensaram que já estava na hora de progredirem, de ampliarem os seus conhecimentos e aquilo que conservariam para transmitir aos descendentes. Começaram por aprender a ler, não os textos em palavra impressa, desenhada, mas textos em braile, que convinham mais à hipersensibilidade dos seus focinhos táteis. Logo que isso se tornou comum entre as ratazanas, estas ambicionaram aprender a contar e, mais do que isso, a multiplicar os números.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A Metamorfose das Ratazanas

por Vanessa Glória Guedes




NA: Este conto foi inspirado pelos contos A Crise das Ratazanas, de Miguel Hernâni Guimarães, e A Fome das Ratazanas, de Jorge Candeias.

O ministro abriu a boca e dela saíram ratazanas. A sala susteve a respiração. Todos menos a Dona Alice, que era pitosga e despassarada e, ao ver aquelas bolinhas de pelo preto soltou um guincho de deleite e correu para elas gritando:
— Ai que lindos! Ai que queridos, os gatuxos! Mas quem foi que os deixou aqui?!
E recolheu as ratazanas, uma a uma, aconchegando-as ao peito e fazendo-lhes festinhas. Depois, levou-as dali.
E foi assim que, uma vez mais, um ministro foi salvo pela miopia e distração do povo.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Fome das Ratazanas

por Jorge Candeias



NA: Este conto foi inspirado pelo conto A Crise das Ratazanas, de Miguel Hernâni Guimarães.

O ministro abriu a boca e dela saíram ratazanas. Eram cinco, muito pretas, escanzeladas, pelo e osso atrás de uns olhinhos a brilhar de calculismo. Distribuíram-se pela mesa, em formação quase militar, cobrindo todos os ângulos, e depois imobilizaram-se. Os focinhos rosados é que não paravam quietos, esforçando-se por captar só as ratazanas saberiam dizer o quê.

terça-feira, 30 de abril de 2013

A Crise das Ratazanas

por Miguel Hernâni Guimarães





O ministro abriu a boca e dela saíram ratazanas. Eram cinco, muito pretas, lustrosas, gordas como penicos. O ministro, esse, ainda estrebuchou um bocado, atrapalhando-se com a gravata, mas acabou por cair redondo no chão.
A comoção foi geral. A oposição exigiu eleições antecipadas. O país não podia estar condenado a um governo cujos ministros se dissolviam em ratazanas, alegou.